segunda-feira, 13 de abril de 2009

Depois de Évora...

Rir faz bem à alma. Beber uns copos também. E basicamente foi o que fizemos: rimos, bebemos uns copos, fizemos a festa e fomos felizes.

E são estes momentos que ficam, que se guardam, que fazem história. Há 20 anos que somos amigas, uma amizade de amor. E confirmei aquilo que já sabia: por esta miúda dava a volta ao mundo, se fosse caso disso.

Para a minha S. tudo de bom e mais um bocadinho!


quarta-feira, 1 de abril de 2009

Évora recebe 7 miúdas giras!

Organizar uma despedida de solteira não é tarefa fácil, sobretudo quando não é a nossa e mais ainda quando o nosso forte não passa pela organização de eventos. Sim, porque para mim a véspera é sempre uma boa altura para se marcar ou decidir o que quer que seja.

Contrariando esta tendência comecei a tratar de tudo há 1 mês: um primeiro e-mail às 23 felizes contempladas a informá-las que seria eu o mestre de cerimónias e a pedir-lhes sugestões (ainda transpirava de democracia). Face à fraca participação (que isto de pensar dá trabalho), instituiu-se a ditadura: vai tudo passear a Évora! Divide-se a gasolina, dorme-se numa pensão barata e janta-se num sitio porreiro, que comer e beber é que é importante! As "inscrições" foram chegando e atingiu-se o número mágico de 7. Sete miúdas em terras alentejanas. É um bom presságio!

Mas já tinha havido outro bom sinal: depois de ter, com muita antecedência, contactado a pensão que nos fazia a noite a 10€/pessoa (sim, que a idade avança mas a crise também), eis que resolvi marcar efectivamente os quartos no último domingo. Qual não é o meu espanto quando oiço "ah menina, estamos esgotados". Insultei-me trinta vezes, agarrei-me à internet e liguei para todas as pensões e residenciais de Évora. Não satisfeita com a minha irresponsabilidade e não contente com o orçamento de 17,5€ que entretanto consegui, eis que a Casa Palma resolveu os meus problemas e voltámos ao valor inicial.

Ainda liguei uma segunda vez para confirmar se era com pequeno-almoço incluído. Resposta "oh minha senhora, por 10€, acha?"

Eu cá não acho, na senhõra, mas não sou de desconfiar da esmola!

É já no Sábado! Meninas, Évora está à nossa espera!

segunda-feira, 23 de março de 2009

Hoje come-se amor...

Há 6 anos demos o nosso primeiro beijo.
Há 6 anos ouvi-te falar dos gregos durante mais de 2 horas.
Há 6 anos comemos indiano e bebemos tinto alentejano.
Há 6 anos vestia uma camisola azul turquesa.
Há 6 anos a noite cheirava a flores e o vento corria fresco.
Há 6 anos abraçaste-me e foi nesse instante que o meu coração se encheu.

E desde então o meu coração vive cheio: de um amor inteiro e visceral.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Pão com menos sal

O parlamento anda inspirado e aprovou recentemente um projecto lei que estabelece que "o teor máximo permitido para o conteúdo de sal no pão", seja de 1,4 gramas por 100 gramas de pão. Eu cá aplaudo: assim como assim, não costumo discutir com o padeiro a quantidade de sal que ele se lembra de pôr no pão.

Claro que algumas pessoas sensíveis já se manifestaram: atentado contra a liberdade individual, paternalismo exacerbado do estado, etc e tal. Não há necessidade de tanta indignação! Gasta-se tanto dinheiro em prevenção rodoviária e as mortes causadas por doenças cardiovasculares são exponencialmente maiores. Esta medida não custa dinheiro e ninguém vai deixar de comer pão por uma redução de sal de 25%. O paladar habitua-se e pode ser, pelo menos, que ajude a poupar nos medicamentos para a hipertensão.

Verdade seja dita: enquanto discutem o teor de sal no pão, não chamam nomes feios uns aos outros.

sábado, 14 de março de 2009

Gran Torino

Saciada e cheia por dentro! Saí da sala assim, agradecendo ao Clint pela vibração, pelas gargalhadas e pelo soluçar inesperado no final (e juro que não estava no período critico do mês).

Num mundo que não é para velhos, este homem insurge-se e faz-nos mesmo acreditar que a velhice é somente um estado de alma.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Conversa no cabeleireiro...

Pessoa: ... a minha filha anda na escola da frente...
Eu: Na escola primária?
Pessoa: Sim, sim...
Eu: Ah, e a comida da escola é boa?
Pessoa: (com ar muito afectado) Ah, a minha filha não come lá! Ela é muito esquisita e eu prefiro que ela coma no colégio.
Cabeleireiro: Pois, a qualidade não deve ser muita...
Pessoa: Não, parece que qualidade tem, têm uma dietista que faz as ementas e indicam o valor calórico e tudo. As ementas é que são esquisitas: dão douradinhos com batatas cozidas e um peixe esquisito, um tal de fogonero, que eu até fui pesquisar à internet e não encontrei nada... mas a diferença de preço é grande, que eu no colégio pago 7€ pelo almoço e na escola são 1,50€.
Eu: Pois...

E assim vemos o nosso trabalho ser avaliado no cabeleireiro.

Se calhar devia ter esclarecido aquela mãe: que os douradinhos se dão, às vezes, com salada russa (que leva batata, cenoura e ervilhas) e que o "fogonero" é servido em filetes e que bastava uma simples pesquisa no google para ficar esclarecida. Mas ela parecia tão contente por pagar quase 7x mais pelo almoço da filha, que não tive coragem de a contradizer...

sexta-feira, 6 de março de 2009

Insatisfação crónica

Eu gosto de andar a 1000 à hora. De fazer jus ao género feminino e fazer várias coisas ao mesmo tempo. Ter uma vida agitada, a agenda preenchida, sentir os neurónios em ebulição, gerir os diferentes papéis que assumo dependendo da hora do dia.

Quando não tenho isto, sinto-me inútil. Quando a minha vida anda assim, sinto-me cansada, com uma preguiça danada e só me vem à cabeça a expressão de uma bisavó que não conheci, mas que a família fez questão de manter viva: “Ai menina, tinha tanto para fazer que me deitei!”
Bisavó Adelina serão os genes, ou serei eu uma eterna insatisfeita?