sábado, 7 de novembro de 2009

Um dia perguntaste-me se eu queria uma casa, e eu disse que sim. Que importavam os 25 ainda tenros, que importava o descrédito nos olhos dos outros, que diferença fazia se as coisas não tinham sido fáceis até então. Eu, toda a vida cheia de incertezas e dúvidas, eis que tinha a certeza, a certeza profunda que eras tu o meu homem. Mergulhei sem fazer planos, sem criar expectativas, com a lucidez necessária que era preciso viver um dia de cada vez e logo se veria. Ao fim de 5 anos ainda não sei como foi que atingimos esta felicidade, esta fluidez, este equilíbrio no dar e receber, mas sei que me sinto uma privilegiada por ter direito a este amor.

Podem ser mais 5, ok?

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Parabéns Avó Odete!

A Odete faz hoje 79 anos, ainda cheios de frescura e muita personalidade. E que personalidade! Mas a minha Odete, com as suas qualidades e o seu feitio vincado, é uma grande mulher. Uma mulher decidida, inteligente, com iniciativa, cheia de força e de opiniões. Uma mulher definida, independente, interessada e interessante.

A caminho dos 80 ela envia sms, ela vê debates e discute política, ela está sempre a par dos assuntos da actualidade e tem sempre conversa. E a gente perdoa-lhe o dramatismo, porque os escorpiões têm destas coisas. Eles não são más pessoas, são apenas dramáticos. E eu tenho com ela uma relação especial, talvez porque aceito e compreendo a sua forma de ser.

Parabéns avó, que somes ainda muitos anos de vida.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Sintra, Capital do Futebol 3ª parte

Sintra ganhou hoje mais 4 anos de estagnação. Mais 4 anos do deixa-andar, do esquecimento, mais 4 anos entregue a um senhor professor que só de lembra de Sintra aquando as eleições. Não me interessam as cores: não tenho simpatias políticas e oscilo consoante o contexto, mas gosto tanto da terra que me viu crescer, da terra onde trabalho e moro, que palavra de honra apetecia-me que os resultados eleitorais tivessem sido diferentes. A Ana Gomes pode não reunir consenso, eu própria não tenho uma ideia bem formada acerca dela, mas merecia uma oportunidade: pela campanha que fez, por ter palmilhado cada uma das 20 freguesias e organizado sessões públicas em cada uma delas, por ter demonstrado INTERESSE por esta terra. O senhor professor não é deputado europeu mas tem uma ocupação a tempo inteiro chamada Futebol. Além disso, quando concorreu a Sintra pela primeira vez veio fazer o frete, algo que a Ana Gomes não estava a fazer, apesar de não renunciar a Bruxelas.

Estou cansada de viver num concelho sem chama, sem energia, um concelho amorfo, com um presidente que mora em Lisboa e vota em Viseu. Um presidente que passa a vida nas televisões e nos jornais a comentar a "bola" mas que raramente surge a defender o seu concelho, a defender as pessoas que cá moram (ele não mora cá, não é?). Um presidente que apesar de ter ganho a maioria absoluta no último mandato, resolveu distribuir pelouros por todos, para ficar mais liberto para as suas actividades principais e ter menos aborrecimentos com a oposição.

Ninguém vê isto? Pelo visto, 45, 25% das pessoas não vê! É a democracia e respeito-a mas não posso deixar de lamentar estes resultados.

Sabem que mais? É uma pena que não se possa clonar o Obama - por mim podia ser um Obama para o país e um para Sintra. O homem ainda não fez nada em concreto mas acho que já fez muito por todos nós: deu-nos esperança na política!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Já nasceram!

A gémeas mais esperadas do ano já nasceram! Eu já as vi e são lindas, lindas. Parabéns e muitas felicidades aos papás.

E agora vou de férias descansada, que as meninas já cá estão fora e correu quase tudo dentro do esperado.

Até daqui a umas semanas, que a Itália espera por nós...

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Morte & Vida

Visitava-a duas vezes por ano: no Natal e na Páscoa. Família adquirida, o que fazia dela minha tia-avó. Não existiam laços ou quaisquer outro tipo de sentimentos. Era apenas isto, uma visita bianual de 15 minutos, ao lar onde vivia. Foi hoje o funeral, aos 80 anos. E os funerais servem para nos lembrar da nossa mortalidade, da mortalidade dos que amamos e dos funerais aos quais desejávamos nunca ter ido. É sempre triste e deprimente: os senhores da funerária vestidos de luto, o odor intenso das flores, o som das pás e o fim, que não é o fim, porque o corpo continua debaixo daquela terra toda. Não percebo este ritual de se enterrarem os corpos. A cremação parece-me muito mais digna para os que partem e mais tranquilizadora para os que ficam, ainda que seja sempre difícil lidar com a morte.

A minha única perda foi o meu Avô Alfredo. Foi o maior choque da minha vida. Ele não era um avô, era o Meu Avô. Um homem delicioso que me marcou profundamente. Espero que um dia o meu pai e o meu sogro estejam à altura do Alfredo, da sua entrega e do seu amor incondicional. E acho que é isto a nossa maior prova de vida: semear e deixar raízes de amor.

Talvez seja isto a vida eterna: vivermos para sempre no coração dos que deixámos.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Alentejo...





A vida corre devagar no Alentejo... Não sei se é da costela ribatejana mas deliro com estas paisagens. Há uma sensação de ligação à terra, de homeostase com o ambiente. Sabe bem, mas receio que não conseguisse viver aqui - adivinhar-se-ía uma morte lenta.

Mas para passar o fim de semana não há melhor. Ficámos no Hotel Rural da Lameira, que aconselho vivamente. Quartos térreos com vista para a barragem, piscina, restaurante gastronómico e muita paz.

Já estou como o outro "fui muito feliz em Alter-do-Chão". Houve direito a passeio à Coudelaria de Alter do Chão, ao Crato, a Marvão, ao Fluviário de Mora. E ainda a bochechas e plumas de porco de preto, a migas, a vinho tinto, a caipirinha, a andar de bicicleta, de gaivota e muito romance com o meu homem.

Podem vir mais destes?!?

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Zuma... Zumiste-te!


Eu gosto de jogos estúpidos com bolinhas. São divertidos e aliviam-me o stress. Geralmente são jogos curtos e ao fim de 15 minutos a dar "tiros" nas bolas consigo retomar o trabalho. Só que este filho da p* deste Zuma têm-me feito perder muito mais que 15 minutos por dia. Cheguei ao nível 12-6 mas a sensação não é de euforia, pelo contrário. Sinto-me muito tolinha por tratar do meu tempo desta maneira. Portanto, enchi-me de coragem e desinstalei esta criatura do demo do meu lindo pc.

Sou livre novamente... :)