segunda-feira, 19 de julho de 2010

filosofias

(também não gosto das avarias que andei a fazer ao blog.)

Das minhas aulas de filosofia do 10º ano retive algumas frases:

"o hábito é uma segunda natureza", salvo erro, atribuída a Aristóteles e,
"lembra-te, oh Júpiter, que és homem, e como homem escolhes o teu próprio caminho", de Jean-Paul Sartre.

Estas duas frases, particularmente juntas, fazem-me sentido. Por um lado, na dúvida entre o hábito e a verdade, acredito que exista sempre verdade no hábito, ainda que seja diferente de quando era apenas a verdade.

De qualquer forma, quando já não nos identificamos com a natureza, ou queremos mudar a natureza, podemos lembrar-nos que... "somos homens, e como homens escolhemos o nosso próprio caminho!"

terça-feira, 15 de junho de 2010

Mudasti!

O cantinho verde-alface é agora verde-uva!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Não sou dada a grandes preferências. Não tenho um autor preferido, uma música preferida, uma cor preferida, em suma sou uma verdadeira puta dos gostos. Mas hoje descobri que tenho efectivamente um restaurante preferido - é o siesta, o mexicano. As margueritas, os tacos, o guacamole, as tortilhas são um autêntico orgasmo gustativo para as minhas papilas. Hoje fui lá parar por acaso e soube-me muito bem. Saberia melhor o arroz de pato, o bacalhau com natas, a mousse de chocolate da mami Ju. Faltam 2 meses e as saudades são mais que muitas. A gente habitua-se, a gente fala ao telefone e tecla no msn mas não é a mesma coisa. Falta o toque, os jantares em família, os abraços demorados... É a vida, dizia o outro. É a vida!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Eu gosto do agora, do hoje, do instante! Não gosto de esperas, nem de planos. Está decido agora, para quê esperar? Era já amanhã e não se pensava mais nisso. Agora que a parte mais difícil está superada, eis que percebo que afinal não era assim tão difícil. Custa mais quando deixamos de controlar, quando a única forma de acção é ficar assim, à espera, sem ao menos saber o quando e o como e a acreditar que tudo irá correr conforme os nossos desejos.

Ao menos estou muito contente com esta clareza de ideias, com a certeza que habita no lugar da dúvida e com este querer depurado. O equilíbrio, finalmente, entre a razão e o coração!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

O fim-de-semana passou devagar e soube muito bem. Passeámos por Monsanto e Idanha-a-Velha, comprámos pão de azeite no forno comunitário, estivemos de esplanada nas famosas docas secas em Castelo Branco até à 1 da manhã, fomos à praia fluvial do Gavião, almoçámos em Belver (uma gigante costeleta de novilho por 8,5€) e fomos muito bem recebidos no Solar de Alcains. O turismo rural é sempre uma caixinha de surpresas...mas desta vez nada a reclamar, pelo contrário. E ia lá outra vez, só para comer a manteiga fresca de ovelha que foi servida ao pequeno-almoço.

Quem me dera ter uma casa de família no campo, com uma D. Emília que fizesse compotas e queijo e ainda amassasse pão. Uma casa com lagar, com forno a lenha, com uma sala em pedra e uma grande mesa de madeira maciça ao centro, com cestas de fruta fresca, uma janela a dar para o campo e, cereja no topo do bolo, dois puros lusitanos a compor a paisagem.

E a gente vai sendo feliz assim, aos bocadinhos, para não cansar muito!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Às vezes perguntam-me porque é que não escrevo mais e a resposta é simples:

1. Porque já passo demasiado tempo agarrada ao pc e fico sem paciência para escritas especiais;
2. Porque a minha vida não é assim tão interessante e geralmente acho que os meus comentários não interessam a ninguém.
3. Porque receio invadir a minha própria privacidade.

E é nisto que os blogs diferem de um diário - é que os blogs são partilhados, são lidos por terceiros e esta condicionante aumenta a responsabilidade do que se escreve, sobretudo no que respeita à nossa exposição "pública". Esta consciência acaba por afectar a espontaneidade da escrita: implica escrever e apagar algumas vezes, obriga a pesar as palavras. Ou então sou eu que sou complicadinha.

Por outro lado, é um exercício muito fixe e tenho pena de não me dar mais "à doença". Até porque desde o último post, em que estava mesmo deprimida, até aconteceram coisas dignas de registo e é pena que não tenham ficado apontadas neste canto verde alface.

Se calhar ajudava-me com esta sensação de que o tempo anda a passar depressa demais, com pouco espaço para usufruir, para sentir, para ver, para respirar. Temo andar a correr à parva e perder pelo meio o sentido do caminho. A gente desdobra-se, a gente tenta ser mulher, filha, irmã, neta, amiga, profissional, doméstica. Às vezes é difícil ser apenas! Mas se calhar é mesmo isto a vida: esta multiplicidade de papéis, este acumular de vivências e experiências que nos tornam mais ricos, que nos fazem acordar e enfrentar os dias. Pois não sei, só sei que fico preocupada quando tenho tempo livre e fico com a neura porque não sei o que fazer com ele.

Vai daí, vamos até às Beiras comer queijos, apanhar Sol e celebrar os 3 anos de matrimónio. Já disse aqui que foi a coisa mais acertada que fiz?

quinta-feira, 25 de março de 2010

Estou triste


Sinto-me triste. Triste com as pessoas. E eu geralmente gosto das pessoas.
Sinto-me revoltada, porque não gosto de injustiças, de males entendidos, do diz-que-diz. Eu sou ambiciosa sim, muito ambiciosa com os meus afectos e com o meu trabalho mas acima de tudo, eu sou uma pessoa de bem! Ao que parece a minha "promoção" de mais trabalho, sim porque dinheiro nem vê-lo, tem sido mal aceite no meu burgo. Como se fosse eu que tivesse pedido "olhe, como eu ando muito folgada, se não se importasse, passava-me o trabalho do meu colega... aumento no salário? não, não é preciso que eu já sou muito bem remunerada".

Pois que agora vou ter uma secretária, pois que agora vou ficar com tudo, pois que faço exigências. Eu sou resistente, finjo que não percebo, que não me afecta... mas dói-me, rói-me por dentro em dentadinhas repenicadas e fico com vontade de dar um murro em alguém.

Eu cá tenho culpa de acharem que sou capaz? Claro, mas o que eu devia ter feito era ter dito que não, que não queria, que não conseguia, que não-é-para-isso-que-me-pagam! Perdoem-me então, porque isso sim, não sou capaz. Infelizmente tenho este péssimo defeito de não saber dizer Não, e uma excelente qualidade, acho eu, que é não ter medo de novos desafios. Além disso, trabalho tanto à borla noutros locais, já fiz de tudo naquele burgo, que de todo não pertenço ao clube não-me-pagam-para-isto!
....
enfim, a escrita tem de facto um efeito terapêutico, e sinto-me mais calma.
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Entretanto e não querendo ser uma mete-nojo, daqui a 1 semana e meia estarei neste paraíso, a beber daiquiris, a fumar charutos, a deliciar-me nestas águas mornas. Eu mereço! Mereço mesmo! E agora vou preparar a minha aula, que isto de ser professora tem as suas responsabilidades.